sábado, 29 de maio de 2010

A Arte Árabe e a Religião

Os Arabescos

Em 622, Maomé se exilou em Medina, Madinat al-Nabi ou 'Cidade do Profeta'. De lá, graças a atuação dos sucessores do profeta, os califas, o Islamismo se expandiu rapidamente pela Península, alcançando a Palestina, a Síria, a Pérsia, a Índia, a Ásia Menos, o norte da África e a Espanha. A origem nômade dos muçulmanos não impediu que, após algum tempo, fosse estabelecida e assentadas definitivamente as bases de uma estética própria desses povos.

Como isso envolveu um certo número de países, traços estilísticos dos povos conquistados foram absorvidos e adaptados, transformando-os em sinais de identidade. As cúpulas bizantinas são aplicadas nas mesquitas e a tapeçaria persa incorpora o colorido dos mosaicos.

O islamismo aboliu a arte figurativa, dando ênfase aos motivos geométricos, surgindo os arabescos, combinando ornamentação com caligrafia. As letras gravadas numa parede recordam, a quem as contempla, que aquela é uma obra feita para louvar a Deus.

Fonte: Revista Tudo Sobre Dança do Ventre, editora Escalla.

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